Em uma de nossas viagens, fomos ao show de Shania Twain em Las Vegas, mas o meu assunto hoje não é o show e sim uma situação que presenciamos na plateia que nos chamou atenção. Por isso o título Meus cumprimentos à mãe de Angelina.
Chegamos com meia hora de antecedência, localizamos nossos lugares, nos sentamos e ficamos observando o movimento das pessoas se acomodando em seus assentos, algumas logo sentavam e outras iam comprar alguma coisa pra comer e beber…ok, normal em todo show, mas uma família me chamou atenção. Eram 2 mulheres de meia idade, 2 jovens de uns 20 anos e outra que sinceramente não consegui definir a faixa etária, mas acredito que ela tinha uns 20 anos também, essa tinha Síndrome de Down.
As 2 jovens saíram pra comprar guloseimas e as outras 3 do grupo se acomodaram na fila em frente a nós. Quando elas voltaram, chegaram perto, conversaram alguma coisa e foram pra outro setor próximo ao nosso, mas vi que elas não ficariam junto com as outras.
Comecei a prestar atenção porque a jovem Down (vou começar a chamá-la pelo nome) bom, Angelina dava tapinhas na bunda de quem passava à sua frente kkk, isso mesmo, as pessoas olhavam pra trás quando levavam a palmada e a mãe e a tia (percebi esses parentescos ao longo do show) ficavam mooortas de vergonha, davam bronca na menina travessa e pediam desculpas aos que passavam, mas enfim todos se acomodaram e o show começou.
Assim que Shania entrou ‘voando’ montada numa Harley Davidson, Angelina entrou em delírio, ela dançou sentada todo o show, cantou todas as músicas, a mãe dela sorria com uma satisfação mostrando à irmã a alegria da menina, que me contagiou, pra mim Angelina foi um show à parte. Fiquei encantada com a felicidade que aquela mãe demonstrava ao ver como a filha estava radiante diante de seu ídolo (isso mesmo, ídolo, pesquisei pra confirmar kkk), eu nunca havia presenciado uma cena daquelas. Tive muita vontade de fotografar Angelina, infelizmente não estava com a câmera porque era proibido no local, se estivesse, com certeza teria pedido pra tirar uma foto com ela e sua mãe.
É impossível transmitir com palavras o que vi e senti junto com aquela família. Como o amor transborda barreiras, como é bom presenciar uma situação daquelas, o máximo que vi aqui foi um pai ou uma mãe segurando a mão do filho Down num shopping.
Num determinado momento, Shania cantou uma música bem lenta, percebi que a mãe de Angelina começou a chorar, a menina passou o braço pelo ombro da mãe e ficou alisando seu cabelo com a outra mão, vi o quanto àquela mãe era amada, aquela era uma prova de amor recíproco e sincero…
Infelizmente é tão comum ainda nos dias de hoje presenciarmos atitudes de preconceito dos próprios pais diante de seus filhos ditos ‘diferentes’, a inclusão social tão difundida ainda está tão longe da nossa realidade, falta muito pra que tenhamos um comportamento parecido com o que presenciei no show, civilidade muda tudo!
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Respostas de 2
Ná, como vc sabe, tenho um primo que tem Down, ele chama Felipe e está agora com 6 aninhos. De lá para cá tenho acompanhado mais de perto todo esse processo que envolve o acolhimento de downs, e de crianças com outras formas de deficiências, nas famílias. Já presenciei momentos lindos como esse que você presenciou com a Angelina e é realmente sublime desfrutar desse sentimento de alegria ao contemplar o acolhimento, o amor e o carinho superando as diferenças. Lipinho tem uma relação super especial com os irmãos, mas tem uma relação muito, mas muito linda com a avó, que é simplesmente emocionante. Lipe, apesar das limitações de uma saúde frágil, leva uma vida bem normal, viaja com os avós sem os pais, interage normalmente com as demais crianças da família. Briga, brinca, faz as pazes como qualquer outra criança. Os primos e irmãos sabem respeitar e lidar com a diferença sem superprotegê-lo. E eles aprendem isso naturalmente, o que é lindo também. Mas o mais legal de tudo isso, eu sempre faço questão de dizer, é a naturalização das diferenças a partir do respeito que deve existir a essas diferenças. Conviver com o diferente faz com que as pessoas saibam lidar com isso. Vê-los em espaços públicos é fundamental não só para ele, mas para nós também, que aprendemos muito com eles. Os downs, por exemplo, são pessoas MUITO carinhosas, quando crianças então, nem se fala… Sei que não só os pais, como não só eu, mas toda a família aprendeu muito com a chegada de Lipinho. Relatar isso me faz um bem danado, como sei que fez para vc escrever esse post! Viva a inclusão das diferenças, o amor e convivência!
Lindo Cynarinha!
Me fez lembrar da feliz experiência / vivência que tive durante meus anos de AACD. Fui testemunha de tanto amor, dedicação, delicadeza e força… E ao mesmo tempo via também a face do preconceito, vergonha, descaso (público e privado)…