Fizemos uma viagem de 5 dias a Fernando de Noronha em família. Foi uma viagem decidida bem em cima da hora. Recebemos um convite de um casal de amigos, Roberta e Fernando, eles são pais de Maria Fernanda e Guilherme que é o melhor amigo de nosso Arthur (meu caçula de 10 anos).
A proposta foi aceita de cara, pena que nossa família viajou ‘desfalcada’, José Ricardo não quis perder uma prova na sexta (nesse caso ele faria numa segunda chamada) e Victor não poderia perder 2 dias de trabalho. Viajamos na quarta-feira dia 1 e voltamos no domingo 5 no final da tarde. Fomos acolhidos por uma família de amigos dos nossos amigos, isso mesmo, não ficamos em pousada e sim em casa de Djair, Dione e Camila (filha deles) que moram na ilha.
Apresentações terminadas, vamos lá ao que interessa….
Foi a primeira vez na ilha apenas para Arthur, todos os outros viajantes já haviam feito essa viagem tão deliciosa. Mas decidimos em comum acordo que iríamos apresentar ao nosso pequeno tudo de bom e de lindo que o lugar oferece.
Essa visita à ilha foi totalmente diferente das viagens de turismo, aproveitamos de uma forma única porque não íamos às praias por onde os bugueiros levam os turistas, fomos visitar tudo acompanhados na maioria das vezes pelo casal morador, o olhar e as dicas são bem diferentes!
Desde o aeroporto a farra começou, todos animados. No avião as crianças queriam ir juntas, depois de algumas trocas de lugares entre nós e com outra passageira, o objetivo foi alcançado.

Viagem super tranquila. Depois de pagarmos a taxa de permanência na ilha, R$ 540 nós 3, o próximo passo era ir pra casa, almoçar e começar os passeios.
Tudo organizado, lá fomos nós…
Durante nossa estada na ilha, andamos numa caminhonete que era o carro da família, enquanto eles trabalhavam ficávamos com o carro, uma mão na roda!
Todos os dias foram ocupados com muitos passeios, pegamos um dia de chuva onde aproveitamos para visitar os locais que não fossem de praia, como o Museu do Tubarão e o Projeto Tamar.
Visitamos quase todas as praias, aquelas que não podíamos ‘descer’ registramos com fotos de cima, o visual é encantador independente de onde estávamos.
A única que não fomos foi a Atalaia, como é preciso seguir uma trilha e apenas Arthur não conhecia, optamos por não irmos até lá. Eu acho o visual um dos mais bonitos de Fernando de Noronha, mas como existem restrições como não ficar em pé na água, a maioria decidiu por não irmos.
De uma próxima vez ele conhece. Para entrar na praia é preciso ir com um guia, R$ 50,00 por pessoa.
Quando estava selecionando as fotos para postar, vi que eram muitas e que além disso, gostaria de focar em diferentes pontos, como viagem com crianças e o que comer na ilha, assim resolvi dividir em 3 posts. Como esse é o primeiro da série, ficarão aqui nele registradas minhas impressões dos lugares que fomos e algumas fotinhas ok?
E foi assim…

A Vila dos Remédios é bem pequena, por uma única rua é possível entrar, chegar em frente à igreja e voltar pelo mesmo caminho.
Por coincidência minha irmã e meu cunhado estavam na ilha, ficaram 1 dia conosco. Ficamos uma manhã na praia do Porto, banho delicioso, peixes e arraias passam pra lá e pra cá, até tubarões frequentam essa praia mas não tivemos o privilégio de vê-los.
É de lá que partem os barcos para passeio. Também é possível fazer um mergulho com um guia, não é o de cilindro, mas em outra viagem vimos até tartarugas nessa praia durante o mergulho.

A Baía dos Porcos é uma praia que fica logo depois da Cacimba do Padre, pra se chegar nela é preciso que a maré esteja baixa porque tem umas pedras na areia que com água cobrindo fica impossível o acesso.
No dia que fomos estava passando o famoso Suel, o que acarretou cancelamento de todos os passeios de barco na ilha. O mar estava mais agitado e a maré não baixou tanto quanto o normal.
Tomamos um banho muito gostoso numas piscinas que se formam entre as pedras, mas não conseguimos chegar ao melhor local para banho, mas o passeio e o banho foram deliciosos mesmo assim.






Fizemos esse passeio no começo de uma manhã, o sol estava lindo e o mar uma delícia. Nosso anfitrião nos presenteou com um barco que só não era exclusivo pra nós porque tinha uma pessoa, que por coincidência Ricardo conhecia, assim ficamos todos juntos.
O valor pra se fazer um passeio desses é em torno de R$ 90,00 por pessoa + R$ 40,00 pra fazer o planasub que é uma prancha que fica presa ao barco, se deixarmos ela pra frente vamos apenas flutuando mas se baixarmos mergulhamos e a vista é linda.
O naufrágio do navio que fica na praia do Porto é uma das principais atrações dessa modalidade e pode-se ver muitos animais marinhos, vai depender da sorte. É maravilhoso.

Para termos acesso às praias do Sueste e do Sancho é necessário pagar uma taxa de entrada do parque, isso é uma novidade da ilha, são R$ 65,00 por pessoa e tem validade de 10 dias. Crianças até 11 anos e maiores de 60 anos não pagam.
No momento do pagamento é gerada uma carteirinha, é necessário um documento de identificação no ato da compra. Tira-se uma foto que fica registrada no sistema, quando no acesso à área restrita, ao passar pela catraca a foto e os dados aparecem, nesse momento não é mais necessário apresentar documento, apenas a carteirinha.
Ela é obrigatória inclusive pra se fazer o passeio de barco porque durante o trajeto passa-se pelas praias que solicitam, mesmo sem descer do barco.

Passamos boa parte de uma das manhãs no Sueste, a lojinha que fica na área de acesso à praia, onde apresentamos as carteirinhas é muito boa, tem opções excelentes de camisas e saídas de banho.
Depois do banho na praia do Porto, foi esse o que mais gostei, apesar do sargaço que fica na beira do mar, a maré estava bem tranquila, secando, uma delícia, ficamos muito tempo no mar e as crianças aproveitaram pra mergulhar em busca de animais, mas isso fica pra outro post….

Para se chegar a essa praia, como todos devem saber, é preciso descer uma escada presa a uma fenda nas pedras do paredão que circunda o mar. A estrutura da escada agora é de inox e fizeram uma passarela muito bonita toda de material feito com garrafa pet, não tem quem diga gente, parece madeira mesmo (observem na foto acima).
São mais de 300m da entrada (mais uma lojinha claro) até chegar à escada pra descer, mas antes vale seguir à direita pra ter a vista mais bela da ilha (na minha opinião). Vejam só…
Todas as crianças, Roberta, Dione e eu tiramos essa foto, mas coloquei a minha pra vocês verem que eu estava lá também, afinal quase não apareci nas fotos, eu era a fotógrafa oficial do grupo!
Bom, além dessa ‘pose’ que foi dica de Dione (nossa anfitriã) fizemos bricadeiras posando cada casal, a mulher de um lado e o homem do outro, como se estivéssemos beijando os morros, ficaram muito divertidas kkk. Fica a dica!
Esse foi o dia que estavam todos muito inspirados, os homens super dispostos e resolveram levar o cooler com as bebidas e refrigerantes pra o Sancho, isso mesmo gente, não consigo imaginar ainda como eles conseguiram subir e descer, ainda na passarela….
Não falei que essa viagem foi especial? Como turista passeando com um guia, isso seria possível?
Bom, ainda no Sancho…



Essa praia rendeu fotos lindas, não vou colocar todas aqui porque esse post vai ficar enooorme, mas essa não poderia deixar de postar, mais uma dica da moradora nossa amiga.
Enquanto estávamos na praia, ela sugeriu que eu escrevesse na areia meu nome e o de Ricardo dentro de um coração e fotografasse lá de cima. E não é que ficou legal!

Como esse post era só pra dar uma geral pra vocês, acho que ficou de bom tamanho né?
Minhas dicas gerais pra uma viagem à ilha:
– Entre os meses de abril e julho tudo lá é mais barato (souvenirs, restaurantes, passagens);
– Não deixe de levar protetor solar e principalmente repelente;
– É um turismo caro, além das passagens serem umas das mais caras do Brasil, as taxas de permanência e nova entrada dos parques são dose, mas cada centavo vale a pena. Programando a viagem não vai pesar no bolso de ninguém;
– A vida noturna na ilha praticamente é inexistente, assim, curta o dia e à noite no máximo vá ao Bar do Cachorro ou jantar numa pizzaria (são pouquíssimas) ou num Bistrô (conta-se nos dedos) ou até numa pousada que tenha restaurante aberto ao público, de resto, vá dormir cedo pra curtir o outro dia;
– Se tiver algum alimento ou remédio que não possa vivier sem, leve na mala, pegamos a semana que o navio não havia desembarcado, até coca-cola tava em falta em alguns lugares, isso acontece hein!
– Se tem medo de sapos (como euzinha que tenho pavor) prepare-se pra ver muuuuitos, avise logo ao maridão pra preparar o braço pra lhe carregar;
Bom gente, por hora é isso, aguardem posts dos próximos acontecimentos.
Ah, e pra não deixar vocês sem uma linda vista de Noronha, um pôr-do-sol.
Mais sobre essa viagem:




















Uma resposta
Ná, as fotos da viagem estão lindas. O lugar é realmente fantástico,né. Eu ainda vou lá e vai ser em breve…