Rastro é o nome do bairro madrilenho onde nos séculos XV e XVI haviam matadouros e ambulantes vendendo roupas usadas. Fala-se que o nome surgiu por causa do ‘rastro’ de sangue deixado pelos animais que eram abatidos.
O comércio na região foi crescendo, com o passar do tempo chegaram curtidores de peles e no século XIX os antiquários, lojas de móveis, livrarias e muitos outros setores do comércio tomaram conta do que havia sido um bairro de matadouros.
No começo do séc. XIX, (décadas de 20 e 30) os matadouros foram transferidos para outros lugares e os ambulantes foram tomando conta das ruas do bairro.
A partir dos anos 80, a prefeitura de Madrid implantou um processo de redução do comércio nas ruas incluindo a permanência de barracas durante a semana.

Na década de 90 proibiram definitivamente o comércio ambulante durante a semana e atualmente o conhecido Mercado do Rastro só funciona aos domingos e em dias festivos e apenas ambulantes cadastrados podem trabalhar no local.
O Rastro não tem um endereço certo, são muitas ruas com barracas, lojas e objetos dos mais variados tipos expostos à venda nas calçadas. em bancas, mesas improvisadas e no chão mesmo. Isso dá a entender que nem todos os ambulantes são credenciados, mas isso é só nossa impressão.

Adoramos mercados de um modo geral e eu particularmente amo antiguidades. Sempre tento colocar endereços de brechós e antiquários em nossos roteiros. Sempre encontro alguma coisa que enche meus olhos e quando não pesa muito no bolso eu compro.
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Nessa viagem especificamente, estávamos garimpando objetos para nosso apartamento novo que estava em reforma. Fomos ao Rastro no dia que iríamos voltar para casa, mas como nosso voo seria às 23:30h, passamos boa parte da manhã subindo e descendo as ladeiras do bairro sem pressa e encontramos umas peças bem legais.


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Não vá esperando encontrar ruas amplas, pouca gente, lojas super organizadas que não é nada disso. Lá se vende de tudo, desde objetos antigos a roupas íntimas penduradas nas barracas que se aglomeram em algumas ruas.

Vimos de tudo, é um mercado extremamente popular que faz parte da rotina da cidade tanto que recebeu o título de Patrimônio Cultural do Povo Madrilenho.
É muito frequentado por moradores e por turistas, mas não podemos deixar de avisar que temos que ter cuidado com câmeras fotográficas e celulares porque a região não é 100% segura. Não presenciamos nenhuma situação de furto, mas fomos alertados que podem acontecer.
Case se interesse por alguma coisa – antiguidades que foi o que compramos – podemos tentar uma negociação, nem sempre são aceitas mas não custa nada tentar.
Estava um dia quente, era agosto e o verão europeu não perdoa, mas saímos do Rastro super satisfeitos com o que encontramos, mas que fique claro que é uma opção para quem gosta de antiguidades, brechós e tem paciência para entrar e sair de várias lojinhas ou barracas até encontrar alguma coisa que agrade.

Não é um lugar para quem vai em busca de belas fotos, é para quem quer conhecer a rotina dos moradores e dos hábitos e cultura locais. Coisa que nós adoramos fazer principalmente quando não é nossa primeira vez num destino.
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Andamos por várias ruas estreitas mas também pelas principais. Segue o mapa.

O mercado também tem galerias com várias lojas com antiguidades, móveis e objetos de um modo geral. São pequenas lojas empilhadas de coisas, mas isso faz parte do passeio de quem está em busca de garimpar.

Essa galeria fica perto da famosa Plaza de Cascorro.

Endereço: Calle de la Ribera de Curtidores
Mais informações: elrastro.org
Horário: das 9h às 15h
Para chegar:
De metrô: Linha 5 (Latina e Puerta de Toledo), linda 1 (Tirso de Molina) e linha 3 (Embajadores)
De ônibus: 17, 33, 35, 41, 60 e 148 e o Circular
Não é aconselhável ir de carro porque é muito complicado encontrar estacionamento.




















Respostas de 8
Eu não posso com esses mercados, porque depois fico me desdobrando para fechar a mala!
Fiquei olhando os detalhes das fotos para ver o que tinha em cada mercadinho, hahaha. Aquele revisteiro da primeira foto e o espelho com moldura de madeira da quinta são lindos. Os itens que você comprou também são demais!
Eu amo mercados, também tenho problemas para fechar as malas hehehe.
oi… apesar de detestar fazer compras, eu adoro mercados de todo tipo. Sou uma ótima fuçadora. rsrsrs
Estive no Mercado do Rastro em minha primeira visita à Madri. Lembro da multidão se movimentando entre as barracas e ruas apertadas e do calor infernal, apesar de já ser fim do verão.
Eu acho que o Mercado do Rastro é um ótimo lugar para quem gosta de comprar e tem paciência para garimpar produtos. Vi coisas ali de muita qualidade, que valiam à pena trazer para casa.
Em tempo: também adoro uma coisa antiga! 🙂 bjokas
Isso mesmo Analuiza, o Rastro vale só pelo passeio, independente de quem vai às compras ou não.
Na primeira vez que visitei Madri em 2001 não consegui conhecer esse mercado, mas na segunda vez em 2005, finalmente deu certo! Adorei o El Rastro e comprei uma carteira baratinha lá por 2 euros que uso até hoje – 16 anos depois! rs Isso é que é compra boa!
Boa mesmo!!! Eu trouxe umas coisinhas e agora quando voltarmos lá tenho certeza que voltarei com mais algumas na mala.
Adoro visitar mercados e feiras mesmo que não vá comprar. Em São Paulo vou sempre à feira de Antiguidades no vão do MASP e em Buenos Aires na de San Telmo. Gostei de saber do porque ir ao mercado do Rastro em Madrid. Fiquei curiosa pra ver o que você comprou e como ficou na casa reformada. beijocas
As peças que trouxe fazem parte da decoração do meu apartamento e têm lugares de destaque, são uns xodós 🙂